4 horas · 9h–13h · Aplicação de IA no Contexto Profissional
Conjunto de técnicas que permitem a máquinas executar tarefas que normalmente requerem inteligência humana — reconhecer padrões, tomar decisões, gerar linguagem.
Não é magia. Não é consciência. Não é o robô da ficção científica. É estatística sofisticada + muito poder de computação + muitos dados.
A metáfora do estagiário genial: trabalha 24h/dia sem pausas, aprende rapidamente, é muito bom em tarefas específicas — mas não tem julgamento próprio, contexto, nem ética. Precisa de supervisão.
Especializada numa tarefa específica. É o único tipo que existe hoje em escala comercial.
Ex: reconhecimento facial, filtro de spam, recomendações Netflix
Hipotética IA capaz de qualquer tarefa cognitiva humana. Ainda não existe.
O que vês nos filmes. Não é isto que estamos a falar.
A IA aprende a partir de dados sem ser programada com regras explícitas.
Cria conteúdo original — texto, imagem, código. Ex: ChatGPT, Claude, Gemini.
Filtro de spam, sugestões de resposta, Smart Compose
Estimativa de tráfego em tempo real, rota optimizada
Recomendações personalizadas de música, filmes, séries
Desbloqueio facial, autocorrect, assistente de voz
Detecção de fraude em tempo real nas tuas transacções
Feed personalizado, moderação de conteúdo, publicidade
A IA não é tecnologia do futuro — é infraestrutura do presente.
Julgamento + experiência + contexto. Mas limitado em velocidade, volume e disponibilidade.
Velocidade + escala + consistência. Mas sem ética, intenção, criatividade real.
Humano + IA: cada um faz o que faz melhor. A colaboração supera as partes.
A competência mais valiosa do futuro: saber trabalhar com IA — e saber quando não usar.
Reflecte sobre o teu dia de ontem — do momento em que acordaste até ires dormir.
📋 Tarefa Moodle — entrega até à Sessão 2
Em pares (preferencialmente da mesma área), analisem o impacto da IA na vossa profissão.
📋 Tarefa Moodle — entrega até à Sessão 2
Recebe um valor, transforma-o e passa-o adiante — tal como um neurónio biológico recebe e transmite sinal.
Entrada → camadas intermédias → saída. Cada camada extrai padrões mais abstractos do que a anterior.
Força de cada ligação entre neurónios. São ajustados durante o treino até o modelo errar menos.
O "deep" refere-se à profundidade — muitas camadas intermédias. Mais camadas = padrões mais complexos.
Técnicas — saber usar as ferramentas: prompts, automação, avaliação de output
Humanas — o que a IA não substitui: julgamento, empatia, criatividade genuína, responsabilidade moral
| Sector | Empresa | Aplicação de IA |
|---|---|---|
| Banca | Millennium BCP | Detecção de fraude em transacções em tempo real |
| Saúde | IPO Lisboa | Análise assistida por IA de exames de diagnóstico |
| Retalho | Sonae | Gestão preditiva de stocks e optimização de encomendas |
| Serviços Públicos | AT (Finanças) | Machine Learning para detecção de fraude fiscal |
A IA já está nas empresas portuguesas. Não é uma tendência futura — é infraestrutura presente em todos os sectores.
| O que faz bem ✅ | O que não faz bem ⚠️ |
|---|---|
| Repetição de tarefas estruturadas | Julgamento ético em contexto |
| Reconhecimento de padrões em volume | Contexto cultural específico |
| Velocidade e escala | Criatividade genuína (cria variações, não ideias novas) |
| Disponibilidade 24/7 sem fadiga | Empatia real com o interlocutor |
| Consistência em tarefas definidas | Responsabilidade moral pelas decisões |
A IA é excelente no "o quê". O humano é insubstituível no "porquê" e "para quem".
IA = padrões + dados + poder de computação. Não é magia.
A IA existe desde 1956. O salto recente foi em dados e hardware.
Inteligência conectiva: humano + IA supera as partes isoladas.
A IA já está no teu dia-a-dia — spam, mapas, streaming, banca.
Impacto duplo: oportunidade (produtividade, criatividade) + desafio (viés, privacidade).
Próxima sessão: como a IA funciona por dentro — ML, dados, hardware.